
Cheguei agora da seção eleitoral. Presenciei uma cena lamentável.
Tranquilo estava eu na fila, quando chega uma eleitora com um bandeira do PT aberta e se posiciona atrás de mim.
Incomodado pela bandeira, tanto ideologicamente quanto fisicamente, já que a eleitora encostou-a em mim por duas vezes, respondi somente com pequenos passos a frente tentando sem muito sucesso me distanciar do objeto hostil.
Nesse momento a fiscal da Zona Eleitoral aborda a eleitora explicando que a bandeira não poderia estar aberta, e sim no mínimo enrolada. E sabe o que a eleitora do PT fez? Disse que esse assunto não está totalmente esclarecido na lei eleitoral e virou um crachá que portava no pescoço se identificando como "fiscal" (???) e dizendo que entendia do assunto.
A verdadeira fiscal se retirou e eu me indignei. Falei para a portadora da bandeira que deveria ser utilizado um bom senso, e que ela por ser "fiscal" deveria dar o exemplo. Ao que ela retrucou que naquele momento lá estava como eleitora, e que quando "em fiscal" ela não usava a bandeira. Falei então, com meu coração já palpitante, que ela enquanto "na posição de eleitora" havia se valido da prerrogativa de "fiscal" e dado um "carteiraço" e que isso era uma posição autoritária. Ela respondeu desfraldando a bandeira e agitando-a em plena fila, a poucos metros da urna.
Várias pessoas se manisfestaram contra tal ato, e uma senhora me disse que quem reclama também é radical.
A primeira fiscal que abordou a petista chamou um elemento da força policial da Brigada Militar e explicou para ele o que estava ocorrendo, solicitando ajuda.
Quando a petista saiu da cabine eleitoral foi interceptada pelo policial que solicitou o enrolamento imediato do pedaço de pano vermelho com a estrela no centro.
Configurou-se um "auê", e eu me limitei a fotografar rapidamente a eleitora sendo intimada a se retirar.
Não concordo que quem reclama também seja radical. Para quem não tem limites é difícil aceitar onde começa o respeito pelo próximo.
Hoje, no fim do dia, não é uma boa idéia circular pela cidade, independente do que venha a ser o resultado do pleito.